segunda-feira, 27 de abril de 2009

INTEGRAÇÃO DA TECNOLOGIA NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR QUE ENSINA MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA

Marilena Bittar, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
Sheila Denize Guimarães, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
Mônica Vasconcellos, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

ALGUMAS CONCLUSÕES

Nossa concepção sobre a integração da tecnologia na prática pedagógica dos professores, quaisquer que sejam eles, não coaduna com a idéia de se obter resultados consistentes ao término de um ano. Acreditamos, como dissemos anteriormente, que esse é um trabalho de crescimento conjunto, de idas e vindas, mas que, se realizado com verdadeiro significado, construído conjuntamente, os resultados passarão a fazer, de fato, parte dos conhecimentos do professor, ou seja, o professor terá incorporado mais uma disponível para a realização de sua tarefa pedagógica. Assim sendo, não temos, ao final de um ano de trabalho, resultados definitivos, porém, a análise de todo o trabalho desenvolvido mostra que vários avanços aconteceram, tanto no sentido da prática de um trabalho colaborativo dentro do grupo quanto no sentido de desvendar algumas questões sobre a informática aplicada à Educação Matemática. A seguir, apresentamos, uma síntese dos principais resultados obtidos.

Espírito de grupo / Desejo de manter o grupo unido

O sentimento de fazer parte de um grupo começou a ser construído logo nos primeiros encontros, quando os professores expuseram os problemas que vivenciavam nas escolas, no que se refere à integração da tecnologia e decidiram discutir esses problemas com todos os participantes. Isso porque os problemas evidenciados, de modo geral, não se restringiam a um nível de ensino específico. Entretanto, no caso de problemas específicos a um determinado nível houve a manifestação de que talvez a discussão desses problemas possibilitasse à aprendizagem daqueles que atuam em outro nível.

Momentos de colaboração / Indícios de integração

Ao longo dos encontros percebemos alguns momentos de colaboração, em especial naqueles destinados a exploração do LOGO. Foi dada uma rápida explicação sobre o software e, a partir de então o grupo começou a trabalhar de forma livre; não se tratava de um curso sobre o uso do software. Cada vez que um participante tinha uma dúvida ou se sentia bloqueado diante de uma dificuldade, ele procurava outra pessoa para discutir. Além disso, à medida que algum participante fazia um questionamento acerca das possibilidades de uso desse software ou a respeito de alguma descoberta, boa parte dos envolvidos sentia-se instigado a descobrir essas e novas possibilidades, a explorar as ferramentas e à confrontar essa experiência ao trabalho que poderiam realizar com seus alunos em suas respectivas escolas, tendo em vista o ensino e a aprendizagem da Geometria. Além disso, duas professoras tomaram a iniciativa de desenvolver, com seus alunos, uma aula fazendo o uso do LOGO. Para tanto, preparam algumas atividades e expuseram ao grupo o que haviam planejado e o que haviam realizado. O grupo fez alguns questionamentos e deu novas sugestões para ampliar o trabalho. As reflexões realizadas ao longo de todo o trabalho desenvolvido durante o ano de 2007 indicam que foi despertada em todos a vontade de explorar de forma crítica a tecnologia para que, de fato, ela possa constituir um instrumento a mais a ser incorporado na prática pedagógica do professor. Na avaliação feita ao final do ano, todos manifestaram contentamento com o que foi desenvolvido e também interesse no prosseguimento da pesquisa. Parece-nos que uma primeira parte, fundamental para o trabalho proposto, foi cumprida: a constituição de um grupo de pesquisa-ação, que trabalha em colaboração e que chegou a certo entendimento sobre o significado e interesse sobre o uso da tecnologia na educação. Agora temos uma outra parte, que consideramos crucial para atingir o objetivo pretendido: a realização das idas e vindas entre as reflexões do grupo e as ações a serem desenvolvidas em sala de aula. A essa parte nos dedicaremos nesse ano de 2008.

http://www.limc.ufrj.br/htem4/papers/52.pdf Acesso em 26/04/09.

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